3 de mar de 2012

O Primeiro Amor...




Acho que percebi neste momento porque é tão dita a expressão "não há amor como o primeiro". Não é porque a primeira pessoa que amamos, ou que pensamos amar, seja sempre a nossa alma gémea, ou algo do género, dependendo da crença de cada um.
Na verdade, só no primeiro amor temos a inocência necessária para confiar cegamente. Para amar cegamente. Para nos entregarmos cegamente...Ou seja, com tanta cegueira, ficamos totós, e achamos que a vida é cor de rosa, que não existe maldade, mentira ou traição. Que vamos viver felizes para sempre, ter muitos filhinhos, e morrer juntos, de mão dada, bem velhinhos numa casa de madeira virada para o rio.
Até que um dia essa história de amor acaba. Provavelmente no dia em que percebemos que ninguém é perfeito. Ou que o tantas vezes dito "amo-te eternamente" não existe. Ou porque conhecemos alguém que nos parece mais interessante. Ou porque o nosso "amor eterno" descobre alguém mais compativel com ele do que nós... seja pelo que for. E a partir daí tudo muda.
O segundo, terceiro, quarto amor, quantos forem, ensinam-nos, a cada lágrima, a cada mentira, a cada desilusão, a ser cautelosos... e a reconhecer nos amores seguintes os mesmos sinais. Já não conseguimos amar cegamente. Porque já não somos "cegos". Não confiamos plenamente, sabemos que afinal, a vida não é cor de rosa.
E as histórias de amor continuam a ser lindas, mas não tão mágicas como aquela em que pensávamos que tudo terminaria como um filme ou um belo romance..."e foram felizes para sempre".
Isto não quer dizer que eu não vá ser feliz para sempre ao lado de alguém. Ou que não acredite no amor... Foi só uma dissertação, depois de ver na tv uma dessas histórias de amor inocentes em que tudo gira em volta de um(suposto) amor eterno, tipo Romeu e Julieta, juntos para a eternidade...
Sejam felizes, amem muito! Sempre, e para sempre....

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